Hispânia Cartaginense

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Provincia Hispania Carthaginensis
Província da Hispânia Cartaginense
Província do(a) Império Romano
 
284—meados do séc. V


Mapa da Diocese da Hispânia (c. 400) mostrando o território da Cartaginense.
Capital Cartago Nova
Líder Praeses

Período Antiguidade Tardia
284 d.C. Reforma de Diocleciano
409 d.C. Invasão dos vândalos, suevos e alanos
418 d.C. Romanos concedem terras aos visigodos na Gália Aquitânia
711 d.C. Invasão muçulmana da Península Ibérica

Hispânia Cartaginense (em latim: Hispania Carthaginensis ou Carthaginiensis) foi uma província romana que resultou da divisão da antiga província da Hispânia Tarraconense em três por Diocleciano durante a sua reforma administrativa: a Tarraconense propriamente dita e as novas Cartaginense e Galécia. Situada no centro-sudeste da Península Ibérica, com capital em Cartago Nova, (a moderna Cartagena, Espanha), o território da Cartaginense corresponde, a grosso modo, às modernas regiões da Múrcia, Alicante e Valência.

O termo "cartaginense" é o nome de uma província eclesiástica cuja capital também é Cartago Nova.

Província romana

Originalmente um dos conventos jurídicos da Tarraconense, a Cartaginense foi separada por Diocleciano em 298 d.C. e subordinada à nova Diocese da Hispânia da prefeitura pretoriana das Gálias. Ela era governada por um praeses que respondia ao vigário da diocese.

Em meados do século IV — possivelmente sob Juliano — o território das ilhas Baleares foi separado e passou a formar a Hispânia Baleárica, uma província autônoma.

A província foi saqueada durante a invasão de vândalos, suevos e alanos de 409 d.C.. Em meados do século V, a região foi finalmente anexada pelos visigodos, dirigidos pelo seu rei Eurico, e passou a fazer parte do Reino Visigótico.

Em princípios do século VI, tropas bizantinas incorporaram ao domínio de Constantinopla em nome do imperador Justiniano I a zona costeira da Cartaginense e parte da Bética, que passaram a formar uma nova província ia do atual Algarve até o sul da atual província de Valência, chamada Espânia. Justiniano mudou o nome da capital pelo de Cartago Espartária e converteu-a na capital da nova província.

Grande parte dos territórios bizantinos foram reconquistados para o Reino Visigótico por Leovigildo (r. 568–586). Cartago Espartária ainda resistiria alguns anos mais, mas acabou conquistada e destruída pelo rei visigodo Suíntila por volta de 622 d.C.

A província desapareceu completamente em 711 d.C. quando os exércitos muçulmanos invadiram a Península Ibérica.

Província eclesiástica

Ao cristianizar-se o Império Romano, a primitiva Igreja Cristã assumiu a divisão provincial imperial na sua organização.

Desta forma, as primeiras províncias eclesiásticas corresponderam-se exatamente com as existentes estruturas provinciais romanas, inclusive a província eclesiástica Cartaginense, que exercia assim a função de sé metropolitana sobre todos os bispados que existiam dentro do seu território.

Ficavam dentro da província dioceses tão importantes como Valentia, Toleto, Eliocroca, Begastro ou Ilici.

A coincidência entre divisão política-divisão religiosa existiu até à queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.. Na metade do século VI, a província eclesiástica cartaginense ficou dividida politicamente em duas: uma parte no centro da península controlada pelos visigodos e outra a sul e a leste controlada pelos Bizantinos.

Concílio de Toledo

O problema surgiu porque a cidade de Toleto (atual Toledo), capital do Reino Visigótico, encontrava-se incluída na Cartaginense, cuja capital estava sob domínio bizantino. Por esta razão, pouco depois da sua chegada ao trono, o rei visigodo Gundemaro promoveu a celebração de um sínodo que se desenvolveu em Toledo e que acordou que Toledo era a metrópole de toda a província, arrebatando este título à sede de Cartagena, declaração que apoiou o rei por decreto de 23 de outubro de 610 d.C..

Desapareceu desta maneira a província eclesiástica Cartaginense. Ao reconquistar-se Cartagena no século XIII, foi restaurada a diocese, mas sem caráter metropolitano.

Bibliografia

  • J. Arce. El último siglo de la España romana, Madrid, 4ª. ed., 1997, ISBN 978-84-206-2347-4
  • L.A. García Moreno, Historia de España visigoda, Madrid, 1989, ISBN 978-84-376-0821-1
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Províncias romanas tardias (séculos IV-VII)
História
Conforme listado no Notitia Dignitatum. A administração provincial foi reformada e as dioceses foram fundadas por Diocleciano (r. 284–305) por volta de 293. As prefeituras pretorianas foram criadas depois da morte de Constantino (r. 306–337). O império foi definitivamente dividido depois de 395. Os exarcados de Ravena e da África foram criados depois de 584. Extensivas perdas territoriais no século VII e as províncias restantes foram reorganizadas no sistema temático por volta de 640-660, embora na Ásia Menor e em partes da Grécia, elas sobreviveram subordinadas aos temas até o início do século IX.
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Prefeituras pretorianas
Prefeitura pretoriana
da Gália
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Províncias
Diocese da Gália
Diocese de Viena1
Diocese da Hispânia
Diocese da Britânia
Prefeitura pretoriana
da Itália
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Províncias
Diocese da Itália Suburbicária
Diocese da Itália Anonária
Diocese da África2
Diocese da Panônia3
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Prefeituras pretorianas
Prefeitura pretoriana
da Ilíria (Illyricum)
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Províncias
Diocese da Dácia
Diocese da Macedônia
Prefeitura pretoriana
do Oriente
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Províncias
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Diocese da Ásia5
Diocese do Ponto5
Diocese do Oriente5
Diocese do Egito5
Outros territórios
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